O redemoinho sempre é urgente e ocorre a cada minuto, atuando sobre você e os seus colaboradores. As metas que o seu negócio estabelece para progredir são muito importantes. Porém, quando “importância” e “urgência” entrarem em conflito, a urgência vencerá todas as vezes. Ao se conscientizar dessa batalha, você perceberá que ela ocorre em todos os locais e com todas as equipes que tentam implementar algo novo. Ser capaz de executar a despeito desse “redemoinho” implica em superar todos os elementos que provocam distração e inércia. Todavia, os autores não defendem que o “redemoinho” seja algo ruim. Afinal, ele mantém viva a organização e, logo, não deve ser ignorado. Caso você negligencie a urgência, ela matará o seu negócio. Contudo, é preciso levar em consideração que quando você ignora o que é importante também poderá comprometer o seu negócio a longo prazo. Dito de outra forma, se você operar apenas dentro do redemoinho, não progredirá. Nesse cenário, toda a sua energia será consumida na tentativa de sobreviver à ventania. O grande desafio consiste na execução das suas metas mais relevantes em meio às demandas urgentes.
Por mais que as disciplinas possam, em um primeiro momento, parecer simples, elas não são, de modo algum, simplistas. Isso quer dizer que podem mudar profundamente a forma pela qual você aborda suas metas. Logo após adotá-las, você nunca mais será o mesmo líder. De acordo com os autores, isso é válido para todos os tipos de lideranças: donos de grandes empresas, gerente de vendas, gestor de projetos etc.
Essas disciplinas representam, em termos práticos, um grande avanço em relação aos modos tradicionais para impulsionar organizações e equipes. Agora que chegamos à metade da leitura, apresentamos uma perspectiva geral das quatro disciplinas. Vamos lá?
Essa situação é particularmente problemática quando existem muitas metas, sobretudo, nos mais altos níveis organizacionais. Consequentemente, todas podem se desdobrar em dezenas e, finalmente, em centenas de pequenas metas, criando uma verdadeira rede de complexidades.
Mas, se você delimitar o foco de sua equipe, concentrando-se em apenas 1 ou 2 metas realmente importantes, todos os colaboradores terão mais facilidade em compreender qual é a prioridade máxima da organização. As outras atividades podem, então, ser classificadas como “redemoinho”. Como líder, você obterá a vantagem adicional de abandonar uma coletânea de metas ma definidas e difíceis de comunica. Em troca, terá um grupo focado e pequeno de metas alcançáveis.
Independentemente da estratégia que você estiver seguindo, o progresso se fundamentará em apenas 2 tipos de métricas: de direção e históricas. As medidas históricas são definidas como avaliações de seguimento de uma meta crucialmente importante.
Entre as medidas históricas, bons exemplos podem ser encontrados nos índices de satisfação dos clientes, na participação de mercado, nos lucros e nos rendimentos. Quando você receber esses indicadores, saberá, portanto, que a performance que os tornaram possíveis já ficaram no passado. Portanto, não podem mais ser ajustados.
As medidas de direção, por outro lado, são bem diferentes. Elas se relacionam ao impacto que sua equipe necessita realizar para atingir as metas delineadas. Essencialmente, elas avaliam novos comportamentos que podem resultar no sucesso de suas medidas históricas.
Duas características são indispensáveis para constituir boas medidas de direção. Em primeiro lugar, elas devem ser preditivas, em relação ao alcance da meta, e influenciáveis pelos integrantes da equipe. Convém ficar atento a esse ponto, uma vez que, no fim das contas, as medidas históricas são as mais importantes metas de realizações. Em outras palavras, a definição de medidas de direção adequadas permite atingir medidas históricas.
Nossos autores enfatizam que esse placar deve ser, necessariamente, simples. Tanto que os integrantes da equipe possam identificar rapidamente se estão perdendo ou vencendo. Isso é importante porque, caso o placar não seja suficientemente claro, os “jogos” que você deseja serão abandonados ao “redemoinho” de outras iniciativas. Assim, quando a equipe não sabe a própria situação real, provavelmente caminhará para o fracasso.
É altamente recomendável que as reuniões ocorram, ao menos, 1 vez por semana. Elas não devem ultrapassar os trinta minutos de duração. Nesse tempo, relativamente curto, os colaboradores se responsabilizam mutuamente, tanto pela produção de resultados quanto pela superação do “redemoinho”.
Notas finais
Cumpre ressaltar, por fim, que equipes comprometidas com novos conjuntos de metas semanais, conforme as sugestões dos autores, criam planos perfeitamente adaptados às oportunidades e desafios de uma organização. Essa qualidade jamais poderia ser prevista, por exemplo, em um plano estratégico anual.
Posto que o plano será adaptado na exata velocidade exigida pelo negócio, os resultados serão fantásticos. A sua equipe poderá direcionar toda a energia para atingir a meta mais importante sem, para tanto, ficar bloqueada no “redemoinho” de constantes mudanças ao seu redor.
Quando sua equipe passar a vislumbrar a medida histórica de grandes metas avançarem como um resultado direto dos seus próprios esforços, compreenderá que está vencendo. Acredite: nada eleva tanto o engajamento e o moral de um time quanto a vitória.
Parceria com app 12min
Cezar Nunes